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segunda-feira, 27 de dezembro de 2021
Generosidade Espiritual - Oninurere
segunda-feira, 23 de agosto de 2021
O que significa o orunkó
Orunkó é um termo yorubá que determina o “nome”, e não se deve confundir com a “djina” do povo da nação do Angola, pois são tradições diferentes.
O orunkó é o nome do orisá para a grande maioria das casas, mas durante esses anos eu observei que ele é muito mais do que isso e vou dividir com vocês a minha visão.
O orunkó, na minha opinião, é o encontro do nosso eledá (destino) com o orisá, é a luz que iluminará a nossa existência a partir daquele momento e o seu significado rompe maldições, dando ao iniciado (iyáwò) uma nova direção.
Percebi que os nascidos com orunkó finalizado em ayó (abundância) precisam buscar felicidade em tudo que fazem, já os finalizado com omi (água) tem como desafio a adaptação e emoção, assim como os finalizados em lewà (beleza) precisaram enxergar a vida com beleza e encantamento para que os caminhos se abram.
O “nome do iyáwò” é feito em sua maioria em rituais fechados, apenas com a família de santo e convidados e o “padrinho de orunkó”, que é a pessoa que vai “tirar o nome” como falamos, é de grande importância na vida no neófito e a testemunha daquela iniciação.
Não costumamos divulgar esse nome (orunkó) antes da obrigação de sete anos (odún èje) do filho, pois ele ainda está em processo de “feitura”, afinal até lá, ele é apenas iniciado, mas após esse processo não há mal em um irmão saber o orunkó do outro assim como a sociedade como um todo. Existe toda uma mística que quem conhece seu nome pode fazer algo de mal para você, mas eu acredito que tudo que compõe o mistério do seu orisá como “qualidade”, comida específica, visões, entre outros não podem ser citadas conversas informais ou banalizadas.
Eu sempre tomo muito cuidado em falar sobre rituais, pois cada casa tem sua maneira de enxergar, mas o orunkó é a nossa marca nessa terra e um dia, conforme nosso merecimento ser torna um esá (honra). O que é comum é que, esse é o dia do nosso batismo dentro do asé e que esse nome é imutável, a não ser nos casos de mudança de nação de candomblé.
Uma excelente semana,
Bàbá Diego de Odé
(11) 4141-0167
sábado, 21 de agosto de 2021
7 Sinais que você está preparado para ser um ègbón
Ser um “mais velho” no candomblé implica em uma série de responsabilidades e posturas condizentes com os anos de aprendizado e dedicação que levam um iyáwò a ser de fato uma pessoa “feita no santo”, como popularmente falamos.
Eu listei sete sinais importantes de maturidade espiritual, pontos esses que podem e serão desenvolvidos sempre dentro da vida de candomblé.
1 - Ninguém precisa te cobrar.
Você tem responsabilidade, sabe seu lugar e o que pode ou não fazer dentro do Asé, sem que para isso alguém precise te cobrar.
2 - Respeita e orienta seu mais novo.
Não é preciso tomar obrigação de sete anos (odún èje) para contribuir com a vida do seu àbúrò.
3 - Saber a hora certa de perguntar.
Faz parte do amadurecimento espiritual saber a hora certa de cada coisa, inclusive de tirar suas dúvidas ou questionamentos.
4 - Não avalia os irmãos pelo que são fora da casa.
Um bom “vodussi” não exerce julgamentos dentro da roça sobre a vida do alheio, pois sabe que o que importa é o que ele é como omo-orisá.
5 - Preza pela paz.
Uma pessoa que se envolve constantemente em confusões e fofocas certamente não está pronto para ser um mais velho, pois se quando era “criança” já causava, imagine só agora como “adulto”.
6 - Hierarquia.
Entende que a hierarquia existe para organizar e não para ser arma de humilhação.
7 - Busca aprender. Conhecer e estudar não ajuda apenas a você, mas também no preparo para que você auxilie seu bàbálorisá ou iyálorisá nos ritos dentro e fora do Asé, saber um orin-ewè (sassanhe), orin-ori (cantiga de bori), responder um àdúrà é muito importe. Para isso conte também com seus mais velhos.
Ẹ káàró! E muito Asé.
#candomblé #seteanos #babadiegodeode
quinta-feira, 19 de agosto de 2021
Quando devemos mudar de “Asé”?
Esse é um dilema que muita gente passa, principalmente com o número de casas de candomblé aumentando exponencialmente, e as dúvidas são sempre as mesmas, como e quando é a hora de começar uma nova história?
Em primeiro lugar nunca devemos ver essas mudanças com naturalidade, pois envolve laços familiares e ancestrais. Precisamos entender que, você sempre pertencerá ao lugar onde foi iniciado, independente para onde você siga.
Obviamente não é sempre escolha do filho, há casas que após falecimento do zelador (a) fecha, problemas de convivência e as mudanças que podem ocorrer nesse percurso.
Em primeiro lugar se pergunte: Qual foi a minha motivação para fazer parte dessa casa de orisá? O que eu busco como religião e qual a motivação em continuar?
Depois faça uma reflexão sobre os valores, se o ambiente é saudável, se você está conseguindo se desenvolver e seja sempre transparente com quem cuida de você não se isentando das suas responsabilidades com o Asé, pois não adianta ser um filho que não participa, não ajuda, não assume o compromisso com a casa e querer apontar o que está ou não certo.
Acima de tudo tenha bom senso, gratidão e priorize o orisá. Deixe seu ego de lado e nunca se esqueça que há um propósito para todas as coisas, inclusive para nascer para o orisá.
Com as bençãos de Oxóssi, ótima quinta-feira ! 🏹🙏🏻💙
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