quarta-feira, 29 de abril de 2015

Bom dia!
Lembre-se: 
Quando recebemos o chamado do Orixá, temos que ter em mente que vamos assumir também um novo papel na sociedade e perante uma nova família, por isso, pense bem antes de falar, escrever e tomar qualquer decisão.Viva em paz, encontre e viva sua essência, Orixá nenhum quer ver você triste, passando por necessidades e jogado às traças, Olorun é maravilhoso e criou um mundo cheio de oportunidades e Orumilá nos presenteia sempre com um novo caminho e assim, uma chance de recomeçar.
Muito axé e que todas as graças do Orún caiam sobre todos.
Babá Diego de Odé
Babálorixá
11 4141-0167
11 9 6617-8726

terça-feira, 14 de abril de 2015

Rumbè - Defenda seu Axé!

A partir do momento que somos iniciados naquele determinado axé, temos que valorizá-lo e buscar seguir seus ensinamentos. É muito bom ler, estudar e trocar ideias com pessoas de outras casas, mas não devemos confundir as coisas, pois é dentro da nossa casa de axé que ganhamos a base e principalmente o filtro para entendermos nosso caminho espiritual.

Recebo muitas mensagens do Brasil todo, de abiãs, yawòs e até egbomis que reclamam que frequentam o candomblé por anos, mas não aprendem nada e que o conhecimento é algo passado apenas a pessoas selecionadas ou da família de seus zeladores. Por todos esses relatos e por aquilo que já passei, sei que isso muitas vezes isso acontece. Por isso, você que está passando por essa situação, vá até seu zelador, abra seu coração e exponha sua duvidas e dificuldades. Se depois disso, as coisas não mudarem, aí sim pense em procurar outro caminho.

Estamos em uma religião para evoluirmos espiritualmente, aumentando nosso nível de consciência e consequentemente melhorando a forma com que vivermos. A falta de informação gera dúvidas e erros que podem prejudicar nosso caminho.

Pai e filhos unidos, essa é a vontade do Orixá, mas devemos entender que se vivemos na ignorância como vamos ter armas para defender nossa religião e o nosso axé?

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Disciplina no Candomblé



O Candomblé é uma religião afrodescendente e que sofreu adaptações pelo período de escravidão, perseguição religiosa e etc, porém uma marca da nossa fé que nunca se perdeu, é a disciplina, o cuidado e o respeito pelos mais velhos e a hierarquia. Somos de uma religião de resistência e lutamos muito para perpetuar o culto aos Orixás, por isso devemos respeitar seus dogmas e entende-los é primordial para alcançarmos evolução espiritual.
O que mais vem acontecendo, são os filhos de Orixá que se iniciam cientes das responsabilidades que irão assumir e após o período de resguardo ou até mesmo antes, começam a questionar e a desrespeitar os ensinamentos ancestrais, pois por mais que o Babálorixá ou Iyálorixá sejam flexíveis, ainda sim temos o dever de transmitir o que aprendemos e o que deve ficar claro é que noviço a partir do momento que recebe axé, está carregando o nome da sua casa, do seu pai e de toda uma família e vejo esse como o nosso maior compromisso.
Acredito que a hierarquia existe para organizar e proteger o nosso culto e não deve ser usada para humilhar ou diminuir ninguém, do abiyan ao egbomy. Humildade não é faltar arroz e feijão na sua casa, esse pensamento de que para ser humilde precisamos ser passar dificuldades é ultrapassado, afinal quem já não conheceu um rico humilde ou um pobre orgulhoso? O que te faz ser humilde é seu convívio com o próximo, é a gentileza ao receber um irmão, é a compreensão com o mais velho e a paciência com o seu mais novo, portanto, humildade é a base da disciplina.
Uma Casa de Axé precisa de disciplina, precisamos manter a ordem, a pontualidade e principalmente o respeito, ninguém é obrigado a morrer de amores pelo o outro, mas dentro do barracão, as diferenças não existem, pois colocamos a fé em primeiro lugar e se assim fizermos, o nosso caminho sempre será abençoado.
Muito axé e uma ótima semana!

O que você procura?



Diariamente ouço e leio muitas histórias de vida, homens, mulheres, crianças, adolescentes, cada um com sua trajetória e que buscam algo em comum, o seu lugar no universo. Ás vezes, vou dormi e o sono demora a vim, pois penso e reflito sobre os problemas e sempre chego a conclusão que mesmo sendo humanos e errando sempre, o Orixá nunca desiste de nós, sempre há um caminho, algo a ser feito para tentar melhorar a nossa existência, isso porque os seres divinos acreditam na nossa evolução e também precisamos acreditar.
Não é fácil enfrentar uma perca, uma separação, o desemprego e uma série de questões que vamos ter que enfrentar durante a vida e o papel da fé é exatamente apoiar e dar suporte para a dor ser minimizada e as nossas qualidades potencializadas. Eu acredito que dentro de cada um de nós existe uma parte de Olorun a que chamamos de Orixá, que vai nos proteger e que está sempre pronta para iluminar o caminho quando a escuridão tomar conta, que vai todos os dias nos dar força para não perdemos a esperança de um amanhã melhor, afinal estamos em uma realidade de dia e noite, de luz e trevas, de vida e morte.
Quem é de Axé, não reclama da vida e sim busca soluções para melhorá-la, lamento chama lamento, assim como uma postura positiva nos possibilita a ver com bons olhos o mundo e com clareza as oportunidades que o Orixá pode nos dar. Não é fingir que não temos problemas, não é nos isentar ou pular fases e sim resolver o que deve ser resolvido, confortar com o que precisa ser confortado, pois se o problema se tornou maior que suas forças é porque ele não é mais seu ou apenas seu, portanto, peça ajuda, grite, mas para quem realmente pode te ajudar e quem está do seu lado, nada de chorar as mínguas para o mundo, se seu intuito é chamar atenção, a única coisa que vai consegui é afastar as pessoas de você. Reparo que o fato das redes sociais possibilitar um maior “ciclo social”, faz com que muita gente acredite que realmente tem 5.000 amigos ou que todos aqueles que curtem uma postagem realmente se importa com aquilo que está sendo exposto.
Então a pergunta é: O que você procura? Quais seus objetivos? Se você não consegue responder, então procure as respostas antes de dar qualquer passo importante, afinal o acaso pode até parecer mais fácil, porém ele pode te levar a qualquer lugar e o Orixá certamente não quer ver um de seus filhos jogados ao léu.
Muito axé e que Ogún nos proteja!

terça-feira, 31 de março de 2015

Entidades de Umbanda x Candomblé

Uma dúvida muito frequente entre os noviços que começaram sua história espiritual na Umbanda, é se quando se iniciarem no Candomblé as entidades que entravam em transe, irão ou não desaparecer e então surgem aquela história de “Ketu Puro”, “se mistura é Umbandomblé” e por aí segue. Abaixo vou descrever a minha opinião sobre o assunto, pois assim é, cada casa de axé terá a sua visão e doutrina, ao que se refere a esse assunto tão delicado, mais importantíssimo.

O brasileiro tem um espiritualidade diferente de todos os outros povos e isso se deve a mistura de povos, somos um pouco negro, um pouco branco, um pouco indígena e herdeiros de tudo isso e vejo que muitos filhos de Orixá sofrem com isso. Eu fui criado em uma casa onde se cultuava Candomblé e Jurema, não juntos, cada um com seu culto separado e em dias separados, cada qual respeitando seus limites e mesmo assim eu nunca tive transe de caboclo, mestre ou outra entidade, até que um dia, aos dezenove anos,  chegou na minha vida o Exú Sete Facadas, digo chegou, pois ele não “desenvolvido”, simplesmente tomou meu corpo e acredito que Oxossi como meu pai, tenha permitido por ele não ser uma entidade nociva. 

que somos plurais em todos os sentidos, até mesmo na fé e nem sempre haverá uma explicação para tudo e nessa caminhada vamos nos deparar com exceções. Quando o filho possuí entidades e depois que se inicia no Candomblé elas não se manifestam mais é porque aquelas forças de alguma forma fazia mal, mas se realmente aquela energia tinha um plano espiritual na vida do filho, após o período de resguardo que varia de três meses a um ano, ela voltará, mas será observada quanto a ingestão de bebida alcoólica, fumo e vocabulário, afinal está “trabalhando” em um corpo de um léssè Orixá.

O importante é você ter compromisso com aquilo que carrega, não adianta ter Exú, Pombogira, Caboclo e etc e não cuidar, não trabalhar de forma adequada e principalmente ser acompanhando por um mais velho, pois todos nós precisamos de doutrina para termos evolução espiritual.

Muito axé e que Ogún esteja conosoco!

segunda-feira, 30 de março de 2015

Comprar Materiais de Axé

Desde muito pequeno que eu acompanho compras de iyàwós e pessoas que vão tomar “obrigações”, minha bisavó era muito tradicional, então sempre comprava nos mesmos lugares, o que lhe dava prestigio com os vendedores que nunca a deixava nas mãos, seja a hora que for, mas atualmente vejo que os valores estão cada vez mais exorbitantes, assim como o gosto dos omo-Orixás. A velha louça foi substituída pela porcelana de boa marca, os ferros rústicos pelos tão belos “niquelados” e o rechilieu tradicional ganhou todo tipo de forma e desenho. Vejo que nada mais natural, isso faz parte da evolução, porém devemos ser criteriosos para não deixar o “bom gosto” se tornar um show de bizarrices e pura exposição do ego, não é isso que o Orixá quer.
Quem sai para comprar as coisas de axé, sabe o quanto é difícil encontrar tudo em um único lugar e para quem vai de transporte publico, como eu fui muitas vezes, é ainda mais difícil, por isso pesquise bem, preços, comodidade e principalmente atendimento, pois a pior coisa é você ter dinheiro e disposição para comprar e ser mau atendimento e ainda mais difícil é quando o vendedor ao invés de ajudar, problematiza ainda mais com perguntas que um abiyan certamente não consegue responder. Portanto, toda vez que for comprar algo para seu Orixá, leve um mais velho com você, outra coisa que eu faço é deixar meu telefone e e-mail no rodapé da lista para quaisquer dúvidas.
Seja uma compra rotineira ou de “obrigação”, faça com gosto, com amor e tenho certeza que será tudo abençoado, entenda que para darmos um passo importante como se iniciar no Candomblé ou as demais etapas, há de ter sacrifício e oferecer de coração. E uma dica às Casas de Artigos Religiosos, trate o povo do santo com atenção e carinho, não ridicularize o zelador da pessoa, seja a lista mais simples ou a mais fundamentada, todos merecem respeito, afinal são clientes e nada mais justo que sejam valorizados e fidelizados.
Muito axé e espero que tenham uma semana de caminhos abertos e que Esú não lhes falte!

domingo, 29 de março de 2015

De Volta as Atividades

Após duas semanas de atendimentos fora do país, volto revigorado pela primavera parisiense, pela beleza de Mônaco e pela breve passagem pela brisa fresca da Alemanha, momentos que vou lembrar para sempre, assim como as pessoas que me acolheram e os amigos que fiz. Viajar sempre nos faz refletir e é excelente para quem está pensando em tirar um tempo para repensar a vida.
Nessa semana volto as minhas atividades e estou muito feliz com os novos projetos do Egbé L’ajò e espero rever filho por filho, pois mesmo que o tempo tenha sido pequeno, a saudade é imensa. Aproveito para agradecer o carinho dos amigos e seguidores do Facebook e do Whatsapp, pois foram inúmeras mensagens de carinho o que me deixou imensamente honrado.
A vida se transforma e digo de boca cheia que vale a pena seguir e amar o Orixá com verdade, pois eles são capazes de realizar todos os nossos sonhos, mesmo que a porta seja estreita, a espera muitas vezes angustiante, não há nada mais importante que andar de cabeça erguida e sentir a graça do orún cair sobre nós. Um passo de cada vez, sem pressa, apenas ouvindo o coração e confiando naquilo que carregamos, sem questionar a vontade do Orixá e sim olhando sempre pelo lado positivo, até mesmo as pedras que encontramos por essa estrada chamada destino.
Uma excelente semana!
Babá Diego de Odé

Crescer ouvindo que o Candomblé não era para mim foi o meu primeiro terreno de provações. Familiares e amigos pintavam o preconceito na pare...