quinta-feira, 6 de junho de 2013

Presente de Obará no Egbé L'ajò - 06/06/2013

Tudo prontinho para Obará, agora é esperar as 6h00 da tarde e arriar esse lindo presente, pedindo que nosso pai Oxossi, Logun, Oti e Airá tragam prosperidade a nossa casa e aos lares de todos. Agradeço todos aqueles que me enviaram o nome, podem ter certeza que irei pedir por cada um. Somos irmãos e pedir um pelo outro, gera a energia de nobreza, amor e fé, tudo que Obará preserva e admira. Okê Arô! Eruá ô, Loci arê!, Oti là! Kabiesílè!

Os Doze Amalás de Xangô

quarta-feira, 5 de junho de 2013

terça-feira, 4 de junho de 2013

Relacionamento Amoroso, uma questão de rúmbè


Eu acredito que nós zeladores não podemos proibir relacionamentos amorosos entre irmãos de santo, pois ninguém manda no coração, contudo antes de se envolver com alguém que partilha do mesmo axé, da mesma casa que você, deve-se ter muito cuidado e em primeiro lugar ter a certeza do que está fazendo, pois se por um acaso as coisas não saírem como você espera, o seu babalorixá e o seu Orixá, não pode pagar a conta da sua frustração.


Entre as causas mais frequentes de afastamento por parte dos filhos de santo, é o amor. Mesmo sabendo que onde se busca a fé, não se come a carne, somos seres humanos e isso pode sim acontecer, mas temos que ter o famoso bom-senso, conversar e pedir o conselho de um mais velho. Sua casa de axé confiou em você e espera no mínimo, sinceridade e respeito, pois mesmo que você goste de um irmão, namore ou se chegue a se casar, dentro do terreiro você são irmãos e ponto, nada de beijinhos, agarramentos ou crises de ciúmes.

O papel da religião é trazer para nossas vidas, esperança, fé, amor e principalmente equilíbrio para enfrentarmos o mundo lá fora. Então siga o axé de forma correta e comprometida que certamente você colherá bons frutos.

Uma ótima tarde!

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Vergonha:Falta de Postura


Acabei de escrever sobre a Parada Gay de SP e fui ver meus e-mails e me deparei com três textos que me deixaram de queixo caído. Eles relatavam a falta de postura, pudor e respeito por parte de alguns zeladores do Candomblé e da Umbanda, durante a passeata que aconteceu no último domingo na Avenida Paulista. Pior ainda é que citaram e me mandaram fotos dessas pessoas.


Eu acredito que mesmo sendo líderes religiosos, somos seres humanos, mas que carregamos a responsabilidade de sermos exemplos para a comunidade. Nós zeladores de Orixá, não vivemos em regime de celibato, namoramos, casamos, nos separamos, como todo mundo, contudo ficar fazendo gestos obscenos em público, beber e voltar carregado para casa, usar drogas, entre outras coisas, não é e nunca serão exemplos para ninguém. Como é que você pode exigir o respeito da sociedade, se você não se dá ao respeito? Ser diferente não é feio nem pecado, mas ser promiscuo suja a imagem da sua família, da sua religião e envergonha as pessoas que acreditam e te seguem. 

Estou expondo essa situação por ter compromisso com meus leitores. Eu dificilmente participo de manifestações, pois minha agenda não permite e também por acreditar que a melhor forma de protestar é ser feliz, e a minha forma de ser feliz é estar com a família reunida em volta de uma mesa em um dia de domingo. Não sou perfeito, mas em todas as decisões que tomo, levo em consideração o Orixá, a credibilidade dos meus filhos e a crença dos que me seguem e morro de medo de decepcioná-los, pois confiança, uma vez que perdida, nunca mais é recuperada.

Uma excelente segunda-feira!

domingo, 2 de junho de 2013

Comportamento - A boa visita


Acredito que educação cabe em qualquer lugar e no candomblé não pode ser diferente. O rúmbè, conjunto de regras do candomblé, dita que ao visitar uma casa de axé, deve se manter a postura e a boa educação. Recebo diariamente muitas mensagens, onde os leitores narram situações referentes a essa questão e eu fico de boca aberta com as coisas que acontecem.


Quando você decide ir visitar uma casa de axé, seja ela Umbanda, Angola, Ketu, Efón ou Nagô, tem que ter bom senso quanto a roupa que vai usar. Meu conselho é que, ou você vai vestido conforme o axé, a bandeira que você carrega, ou então vá com roupa clara e voltada para o estilo social, pois demonstrará respeito. Seja qual for a nação, o preto sempre é o preto, e não é bem visto, assim como roupas decotadas e muito justas.

Comportamento é outra questão muito delicada e é onde as pessoas mais pecam. A boa visita é aquela que vem para somar e ponto. Ao chegar ao local, geralmente tem uma pessoa que está recepcionando, se identifique, troque benção e vá para o seu canto. Se souber cantar, cante, se souber dança, e você ver que é permitido aos visitantes integrarem aos ritos, dance também. Nada de falar alto, de ficar “cutucando” o amigo, rindo ou tendo conversas paralelas, isso tudo demonstra pouco caso com quem abriu as portas e te recebeu. Agora se for maltratado pelo dono da casa ou por alguém, se despeça sutilmente e vá embora. Criar caso, só denigrirá sua imagem e certamente não te acrescentará nada.

Como eu digo, bom senso é o melhor remédio em qualquer situação e saber entrar e sair é uma questão de rumbè. Visitar uma outra casa é importante, pois cria laços de amizade e invoca a união, sentimento esse que ainda é muito escasso no candomblé. Estamos nesse mundo para evoluir e seguir os bons exemplos, estamos em uma sociedade organizada e que valoriza a etiqueta.

Uma ótima semana!

Crescer ouvindo que o Candomblé não era para mim foi o meu primeiro terreno de provações. Familiares e amigos pintavam o preconceito na pare...