quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Será que esse é meu Orixá


Não é difícil, no dias de hoje, ouvir esse tipo de indagação. Pelo volume de informações que circulam pela internet, os recém iniciados, questionam muito mais, uma prova disso é que já não é visto com espanto as pessoas que se iniciam em um Orixá e anos ou até mesmo meses depois "raspão" em outro. E porque isso acontece?
Primeiramente, é importante destacar que somos de uma religião politeísta, onde cada deus, ocupa um papel de destaque e não existe um pior ou melhor, nem "santo errado", existe sim, aquele que a energia não condiz com a do omo-orixá, afinal somos desde cedo educados a aplicar o arquétipo, onde herdamos características de nossos Orixá. Se a escolha fosse aleatória, não teríamos o jogo de búzios e o período de abiã para nos apoiar ao indicar o Orixá de um filho.

E então voltamos ao ponto principal, "Será que esse e o meu Orixá?", se você está passando por esse momento, sem dúvida, deve procurar seu zelador (a), não vai adiantar sair por aí, jogando búzios, ou ficar nas redes sociais perguntando a opinião dos outros. Sente com seu pai, exponha seus medos, ouça. Yawò é uma criança que esta dando os primeiros passos, é natural que haja questionamentos. Mas se depois disso, o vazio continuar, você vai precisar ter força e bom senso e procurar ajuda para alinhar sua vida espiritual, pois ela é a bússola para as demais áreas da sua vida.


Um ótima tarde a todos!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Dica: Roupa de Orisá

Dica: Roupa de Orisá
Recebo muitas fotos de aparamentas e roupas de santo, iyáwòs e egbon´s que perguntam a minha opinião sobre como devem vestir seus Orisá´s.
Eu posso dizer que já passei pela moda da aparamenta de metal, as de pano, as altas e apenas o filá com torço. E eu digo:
Tenham bom senso, a beleza do Orisá é outra coisa. É a cor da roupa que condiz com sua liturgia, cada fio que colocamos tem seu significado, uma roupa cuidadosamente passada, assim como os objetos de metal que devem ser lustrados com gosto. Os adornos e rouparia de santo são tão sagrados que os mais velhos diziam que não poderiam ser lavados, pois cada gota de suor derramada pelo orisá é o asé que emana da energia vida.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

O Sol nasce para todos


Salve, salve queridos leitores,

Eu já escrevi sobre o “candomblé e as redes sociais” e assuntos relacionados a postura dos babalorixás e yálorixás na internet. Mas a cada dia que passa, leio situações e vejo fatos que acabam denegrindo o candomblé. As criticas sempre são bem vindas, desde que sejam construtivas e cada um fala o que quiser, agora usar da boa fé das pessoas, falando em nome do Orixá ou então se apoiando na história e na vida dos outros para ganhar proveito, isso tudo já é demais.

Cada um tem sua estrela, seu eledá, o sol brilha para todos e a inveja ela é o maior bloqueio  do Sucesso e da Prosperidade.  É louvável se espelhar nos bons exemplos, mas querer o lugar do outro já é doença. Uma lição que eu aprendi desde cedo, que o que é seu é seu, o que é dos outros é dos outros. Quer vencer? Então  lute, se prepare, busque apoio e principalmente escreva sua própria história e lembre-se sempre que o pior sentimento que podemos receber de alguém é a pena.

Uma ótima sexta a todos.

sábado, 15 de dezembro de 2012

Ser Zelador de Orixá



A cada dia que passa, entendo mais a frase que os antigos diziam, “A vida de pai de santo não é fácil”. Cresci ouvindo que é uma vida de dedicação e ingratidão, de chegadas e partidas. Estou à frente do Ègbé L’ajò há sete anos, vivenciando o outro lado e hoje eu digo, como ser filho de santo é bom, chegar à casa de santo, fazer sua função e pronto.
Nós zeladores de Orisá, não cuidamos apenas do "santo", cuidamos das almas de seus filhos. Nosso juramento diz que devemos cuidar dos Omo-orisá´s como fossem nossos próprios filhos, enxugar as lágrimas quando necessário, sorrir junto, vibrar com cada vitória, assim como muitas vezes dá aquele “puxão” de orelha.
Lidamos diariamente com o mais profundo do complicado "existir", com a natureza bruta que mora dentro de casa um, somos ouvintes e ao mesmo tempo defensores do invisível. Nessa minha trajetória aprendi lições preciosas e a mais importante é que ensinar a Fé é praticamente impossível, o máximo que podemos fazer é direciona-la e isso se torna ainda mais complicado quanto não temos uma bíblia ou qualquer outro meio nos endosse. Candomblé é aprendido de maneira oral, passado do mais velho para o mais novo, em nossa religião o saber mora em um olhar, uma ação, cada “pintinha” branca em um iyáwò representa milênios de tradição.
Como filho de asé, assumo que muitas vezes esquecemos que nosso pai ou mãe, é divino em sua humanidade, que tem problemas como todo mundo, ri, chora, age sem pensar, mais que não pensou duas vezes em abrir sua casa para nós, sem saber de onde viemos e mesmo muitas não conhecendo todo o nosso passado, ainda sim confiou que poderíamos fazer diferente e esse voto de confiança, no mundo de hoje, é raro.
Assumir o papel de um bàbálorisá é algo muito sério, pois somos representantes do Orún, cada ato é assistido por nossos ancestrais e acima de tudo não podemos esquecer que mesmo mais próximos do Orisá, ainda sim somos meros servos.
Texto: terradosorixas.blogspot.com.br
Texto de 2014
Bàbá Diego de Odé
11 4141-0167

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Olubajé - Egbé L'ajô - Setembro/2012


Salve, salve leitores do Terra, estou muito feliz pelo Olubajé que aconteceu no Egbé L’ajô, no último sábado, 22 de setembro de 2012. Foram duas semanas de função intensa, muito trabalho, para esse que foi o 1º de nossa casa de axé, pois como eu disse no início do xirê, tínhamos Omolu na casa, contudo não havia sido nenhum filho iniciado, mas com fé e apoio dos amigos e filhos, fizemos um lindo evento.

Estiveram presentes vários babá e yás, que com muita fé e amor ao Orixá, cantaram e louvaram o rei Omolu.

Um pouco da função
Desde 10 de setembro, estávamos em função, e a cada dia Omolu foi mostrando sua força, nesse mesmo dia, vieram a minha porta dois homens morenos pedir comigo, vestidos de preto e vermelho, disseram que moravam na rua e só queriam comida, me arrepia até de escrever. Entre esses dias, muita correria, muitas coisas a resolver, nossa...Tivemos que ter muita força e fé, nosso amor, foi testado e retestado, lutamos com muita garra, os filhos do Egbé L’ajô, demonstraram que estão para ficar.
E para nos presentear, Pai Oxumarê nos mandou um lindo arco-íris cruzou o céu, sete dia após as suas obrigações.

Filhos
Em casa moram cinco Omolu, Egbomi Liduina, Sônia, Regis, Ricardo (megi de Ogum com Omolu) e Mara, filha do nosso querido Rô de Oxalá, que comemorou sua obrigação de 1 ano. Prestativos, alegres e comprometidos, esses filhos são exemplo de dedicação, participaram de todos os atos, com muito carinho. Parabéns e muito axé a todos!
Xirê

Sabejé

Omolu da Egbomi Liduína

Omolu da Yawò Mara (Ajodun de 1 ano)

Omolu do Yawò Régis

Lindo Orixá, Oluaê de Sônia

Oxumarê de Ulisses

Oyá da querida Adriana

Yá Rose de Oxum








quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Porque eu devo usar branco na sexta feira?

O branco de toda sexta-feira
A cor branca no candomblé é marcante, ela representa a paz, a mudança e principalmente o fato dela significar eternidade, afinal para o Orisá somos eternos, a alma nunca morre, apenas se transforma. É verdade que na África, muitas tribos não mantêm a tradição do branco aos iniciados e que o calendário também é diferente, por isso o branco também se torna um símbolo de resistência, pois assim foi com o sincretismo e a adaptação do calendário yorubá para o gregoriano.
A nossa espiritualidade deve ser expressa, através da nossa fé, dos nossos pensamentos e das nossas atitudes. Muitas pessoas me perguntam: Mas se eu trabalhar uniformizado, e for roupa escura, o que eu faço? Simples, cubra seu "asé" principal, o coração de branco, coloque por baixo da roupa uma regata branca, o Orisá certamente verá seu ato e se alegrará.
Uma ótima semana!

Crescer ouvindo que o Candomblé não era para mim foi o meu primeiro terreno de provações. Familiares e amigos pintavam o preconceito na pare...