quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Ensinamento - Odé Igbò


Irmão de Ogún e Esú, Igbò é filho de Iyá Ogunté e Ogún Alagbedé, o ferreiro. Teria se perdido nos encantos de Osaiyn e após sua mãe o chamar três vezes para que voltasse para casa sem sucesso, ela teria o dado como morto, mas Esú e Ogún não desistiram do irmão e seguiram em uma longa jornada atrás de Igbò, Iyá Ogunté, triste e preocupada com a direção de seus filhos, se transformou em um rio, para que eles, durante a estrada pudesse matar a sede, a esse rio foi dado o nome de Ogún. 
Odé Igbò mais tarde foi morar com Osún Okè, conta a lenda que por amor a ela, ele caçou em um dia proibido, caindo em sono profundo, para que o amado voltasse a vida, Okè firmou um acordo com as Iyás (Mães Ancestrais), que se ele voltasse a vida, ela iria abdicar do amor de Igbò e morar isolada na montanha. Após voltar a vida, a Igbò foi dado a tarefa de proteger a fauna e não permitir que houvesse caça sem a real necessidade.

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Oyá & Ibeji - 2016


No dia 29 de outubro de 2016, comemoramos as festividades de Oyá e Ibeji, confira abaixo as fotos dos melhores momentos.
- Realização: Ilè Asé Egbé L'ajò
- Idealizador: Babá Diego de Odé -
https://www.facebook.com/baba.d.ode/?fref=ts
- Organização: Iyá Egbé Mayra e Babá Rô de Osálá
- Fotos: Pontes Érica Catarina
- Lembranças: Cheiros e Mimos
- Roupas: Crioula Fashion - Moda Afro, Sofia Magia, William Roupas de Axé e Ogan Tadeu.
- Aparamentas: Márcio Paramentas de Orixás, Alemão Paramentas,
Rei dos Orixás (Lapa).
- Materiais de Axé: Sandro Ty Airá (Tudo para Orixá) e Rei dos Orixás (Lapa - SP).
- Doces: Váleria de Logun. 
- Nosso blog: terradosorixas.blogspot.com.br
- Fanpage: Babá Diego de Odé
Em nome da Família Egbé L'ajò, agradecemos todos os amigos e seguidores das nossas redes sociais, que estiveram presentes, prestigiando a celebração de Oyá e Ibeji.
Endereço do asé: Rua José Rodrigues do Nascimento, 97 - Jardim Dona Elvira, Itapevi - SP.
Telefone: (11) 4141-0167









terça-feira, 4 de outubro de 2016

Bom Senso

Nossos ancestrais lutaram muito para preservar a memória ancestral, as tradições e religiosidade, mesmo com o sincretismo e a divisão entre nações, permaneceram unidos e orgulhosos do que carregavam, com o tempo as casa de asé foram se dividindo, questões pessoais foram colocadas acima do Orisá, em alguns casos isso foi necessário, já em outros a vaidade se fez tão presente que acabou cegando os dirigentes e hoje muitas dessas casas nem existem mais.
Com isso, aprendemos que bom senso vem antes de qualquer passo, precisamos pensar para falar e o reflexo que isso terá dentro e fora da família de asé, essa é uma lição importante para o omo-Orisá, pois como eu costumo falar, para sermos bons filhos de santo, precisamos antes sermos boas pessoas.
Que Odé ilumine a cada um de vocês e que o Ori nos permita aprender com os tapas, para que eles não comecem virar murros e posteriormente o silêncio, pois é assim que o universo responde aqueles que insistem nos mesmos erros.
Com carinho,
Babá Diego de Odé
(11) 4141-0167
terradosorixas@hotmail.com

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Ensinamento - Cumprimentar a Casa de Asé

Os filhos de santo quando chegam a casa do Orisá, seguem para o banho (Omi eró) e logo em seguida vão “cumprimentar” os asés e por que fazem isso?
Acreditamos em energia e quando chegamos em casa tanto na espiritual quanto material, precisamos “esfriar” o corpo, para não transferirmos a energia da rua para dentro de onde vamos recarregar as energias. 
Saudamos a porta e a casa de Esú, agradecendo por guardar nossa casa e cada individuo que entra e sai dela,
Saudamos Ogún por ser nosso protetor na estrada,
Saudamos o Asé para fortalecer os nossos votos de fidelidade e compromisso,
Saudamos os Atabaques (ilú), pois são eles quem acordam a nossa ancestralidade,
Saudamos a Cadeira do Orisá da casa, agradecendo por seu asé e por ter permitido o resgate dos nossos laços espirituais,  
E saudamos a casa (ilè) ou o quarto (yara) onde está nosso assentamento (igbá), afinal, ele é o instrumento de comunicação entre o aiyè (terra) e o orún (ceú).

A partir daí iremos colocar cabeça (foríkan), aos cargos e seguir para as nossas funções.
Notamos que as palavras que guiam a nossa religião é gratidão, respeito e disciplina, e quando me perguntam sobre o “orgulho de ser do Candomblé”, eu respondo, primeiro devemos ter compromisso, depois nos orgulhar, pois um sem o outro, não é nada, apenas palavras.
Uma excelente semana,
Babá Diego de Odé
(11) 4141-0167

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Gratidão



Sou grato a tudo que Olorún e Odé me deram, pelas provações, pelos obstáculos, pois cada um serviu para me preparar para a vida de sacerdócio, pois nem sempre foram flores, confiei em quem não devia, já dei murros em ponta de faca, já briguei, já voltei atrás, enfim, cada situação me formou como ser humano e hoje, olho o passado e só vejo alegrias.
Agradeço também o povo de asé, que já me acompanha há dez anos pelas redes sociais, me viu crescer, aprender, amadurecer.
Meu muito obrigado, de todo coração, que Odé ilumine o caminho de cada um de vocês e que venham mais dez, vinte, cinquenta anos, pois tudo se transformou, só a minha fé, que se manteve intacta e fortalecida. 
Gratidão, Fé e Sabedoria são as únicas coisas que o mundo não pode tirar de você!

Crescer ouvindo que o Candomblé não era para mim foi o meu primeiro terreno de provações. Familiares e amigos pintavam o preconceito na pare...