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Ser Zelador de Orixá

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A cada dia que passa, entendo mais a frase que os antigos diziam, “A vida de pai de santo não é fácil”. Cresci ouvindo que é uma vida de dedicação e ingratidão, de chegadas e partidas. Estou à frente do Ègbé L’ajò há sete anos, vivenciando o outro lado e hoje eu digo, como ser filho de santo é bom, chegar à casa de santo, fazer sua função e pronto. Nós zeladores de Orisá, não cuidamos apenas do "santo", cuidamos das almas de seus filhos. Nosso juramento diz que devemos cuidar dos Omo-orisá´s como fossem nossos próprios filhos, enxugar as lágrimas quando necessário, sorrir junto, vibrar com cada vitória, assim como muitas vezes dá aquele “puxão” de orelha. Lidamos diariamente com o mais profundo do complicado "existir", com a natureza bruta que mora dentro de casa um, somos ouvintes e ao mesmo tempo defensores do invisível. Nessa minha trajetória aprendi lições preciosas e a mais importante é que ensinar a Fé é praticamente impossível, o máximo que podemos fazer é …