segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Especial - Sangò e seus caminhos

Sangò Afonjá 

Ligado a Yemojá, é um grande general e líder. Guiou seu povo para além do reino e abriu novos caminhos com sabedoria. Em suas roupas o vermelho vivo representa a realeza e sua virilidade.



Sangò Agodò 

Aspecto mais velho de Sangò, ligado a terra e tem estreita relação com Iroko, Ibeji e a Sabá (Yemonjá). Zela pelo equilíbrio e honra familiar.






Sangò Aganjú 


Teria se tornado rei muito jovem, o que lhe deu a fama de rei-menino. Foi apaixonado por Osún Ipondá, por quem manteve um amor que rendeu muitas lendas. 





Sangò Barú 

Ligado a Ogún e a Esú, foi um rei de gênio forte e guerreiro. Suas comidas são Abará, acarajé, pinhão e diz os antigos, que o quiabo o deixa preguiçoso. 





Ajòdún de Sangò 2018

Ilè Asé Ègbé L'ajò Ògún Èrèguedè
No dia 25 de novembro de 2018 a Família Egbé L’ajò, comemorou a festividade de Sangò, Airá, Oyá e Òbà.
Comemorações:
Sete anos
Ègbonmí Tatiane de Sangò

Três Anos
Vitor de Airá
Melissa de Odé
Daniela de Oyá
Sérgio de Sangò
Aurea de Yemojá
Andrea de Oyá
Bruno de Sangò
Um Ano
Gleycy de Obá
Leda de Airá
D. Maria de Oyá
Luiza de Oyá
Paulinha de Oyá
Iniciações
Fernanda de Odé
Mariana de Oti (Filha de Mãe Denise de Osún)
Thiago de Oyá

Agradecemos a presença de todos e parabéns aos obrigacionados!

Realização
Ilè Asé Egbé L'ajò Ògún Èrèguedè
Idealizador
Bàbá Diego de Odé
Organização
Ègbonmí Sandro de Airá
Ègbonmí Luciana de Iyèmanjá
Ègbonmí Sandra de Ògún
Eduardo de Ògún.
Decoração
Eduardo de Ògún
Fabrício de Osalá.
Fotos
Pontes Érica Catarina
Lembranças
Ègbonmí Kelly de Osún
Gleycy de Obá.
Roupas
Oyá Moda Afro (Claudia)
Agulha de Cobre (Ègbonmí Leda de Oyá)
Malú de Òbà e Gleycy de Òbà
Ogan Tadeu.
Aparamentas
Márcio Paramentas de Orixás
Fabiano de Ògún.
Materiais de Axé
Ilê Oxê Artigos Religiosos
Flora Xangô
Nosso blog
terradosorixas.blogspot.com.br
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Babá Diego de Odé
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quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Tristeza

O sentimento de tristeza (bíbinújé) é algo que vem perseguindo e assustando nossos ancestrais desde os tempos primordiais, Verger cita uma ìtàn que diz que Ògún enquanto ferreiro (Alágbède), após Yemonjá se tornar um rio, teria se entristecido pela falta de sua companheira. Obá ao ser rejeitada por Sangò também ficou triste e assim muitas lendas nos contam sobre esse sentimento tão avassalador que até os Orisá´s sentiam.

A tristeza abre portas para o ajé e refletindo muito profundamente sobre o assunto, cheguei a conclusão que ela sempre é baseada nas expectativas que nós mesmos criamos em relação a vida que gostaríamos de ter, e não nos damos conta que a única coisa permanente nessa existência é a constante mudança que tudo sofre, menos a fé. E você iniciado tem que ter em mente que uma ori (cabeça) cuidada não está brindada para aquilo que é produzido dentro de você e a magia nem sempre vem de um ebó, mas do seu auto-conhecimento.

Nesses anos de sacerdócio pude observar que o culto a alegria é constante na nossa fé e o movimento é fundamental para afastar as sombras da alma. A própria palavra sirè (brincadeira), ritual no qual dançamos para todos os orisá´s, nos aponta para a direção da felicidade. E fica muito claro que somos de uma religião onde rezar e agir caminham de mãos dadas, sendo a maior ferramenta de um omo-orisá a sua resistência que foi herdada de nossos ancestrais para enfrentar a vida e nos eternizamos na morte.

Bàbá Diego de Odé

#Bíbalè #Calma #tristeza #asé #textosdebabadiegodeode




Relacionamento x Vida Espiritual

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