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Mostrando postagens de Julho, 2013

Criticar é fácil!

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É só pararmos meia hora para olhar o feed do Facebook e lá vem alguém escrevendo sobre o mal comportamento dos yawòs. É impressionante o número de egbomis que criticam os mais novos. Será que esse é um problema novo? Eu acho que não! Em todas as épocas, yawò sempre será yawò e a missão daqueles que já passaram por esse período, é educar e dá carinho aos mais novos e não ficar “chicoteando”.

Eu costumo dizer que dentro do primeiro ano, quase tudo é perdoado, pois muitos demoram a entender o tamanho da responsabilidade que carregam. Obviamente, não devemos fazer vistas grossas para a falta de índole, seja a pessoa abiã, yawò ou egbomi, afinal se ela não tem valorizes, em anda irá acrescentar ao seu axé e certamente irá sujar o nome da religião.
Muitas vezes a questão da “falta de pecado” no candomblé é confundida com libertinagem, ou seja, tudo pode. Eu aprendi que o candomblé não tem a visão católica de pecado, mas como todas as religiões, existem regras e um código de ética que nos resg…

O que falta é união. Será?

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Quando eu vou a qualquer evento, não vou para reparar ou para apontar erros, se eu posso ajudar muito bem, se não posso, também não atrapalho, pois a minha postura não me permite desrespeitar o outro, seja a casa de Ketu, Angola ou Umbanda, pois quem tem educação, sabe entrar e sair de qualquer lugar. Se eu vejo algo que vai contra o que eu acredito ou venha ferir  meus valores,  não vou ficar batendo palma, afinal tenho amor ao meu Ory e não vou deixar ele em um ambiente ruim e que me negative.
Vejo muita gente falar sobre a falta de União, mas sinceramente, eu prefiro ficar na minha casa, do que “rodar macumba”,  ficar nesse leva e traz que não tem fim e que é presente em nossa comunidade, essas criaturas se esquecem que toda casa de axé tem seus guardiões que zelam pela integridade e estão sempre vigiando. É claro que ver o que estou falando, é só observar a vida dessas pessoas, pare e repare o tamanho do ajé que carregam. Não é da minha conta, mas esse povo não tem família, amigos,…

Valorização do Candomblé

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Nós, adeptos da religião dos Orixás vivemos em uma sociedade cristã, que o tempo todo nos critica e nos aponta. Eu desde muito pequeno tive que lidar com o preconceito, afinal todos da escola que eu estudava, sabiam da religião dos meus pais, pois morávamos em uma casa de candomblé e não foi nada fácil lidar com o que hoje chamam de bully. Me tornei sacerdote aos 19 anos e tive que me dividir entre escola, trabalho e os afazeres na casa de candomblé e vivencio todos os dias os prazeres e desprazeres da vida de um líder religioso.

Ontem em uma conversa muito interessante com amigos de outras religiões, surgiu a seguinte pergunta:
- O que você, Babá Diego, vê de negativo na sociedade de candomblé?
E eu o respondi:
- Nossa religião é extremamente hierárquica e por conta disso o maior problema que existe é a questão da “guerra das gerações”, os mais novos reclamam da falta de apoio do mais velho e em contra partida, os mais velhos reclamam da falta de respeito por parte dos mais novos. Isso d…

Vaidade no Candomblé

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Muito se fala sobre a vaidade dentro do candomblé, é só entrar em uma discussão sobre a religião e logo vem alguém e diz:

- O povo só quer saber de roupa bonita, é muita ostentação, Orixá não é isso!


Tudo bem eu concordo que Orixá não seja SÓ isso, mas a forma de nos vestirmos sempre foi uma maneira de expressar nossa religiosidade. Outro dia ouvi que Orixá não gosta de luxo, porque o candomblé veio da senzala. E o que isso tem haver? Os hebreus também foram escravos no Egito e nem por isso deixaram de evoluir. Voltando ao assunto, eu acredito que o que é feio é mostrar o que não se tem, deixar de colocar comida no prato para comprar uma roupa para ir ao candomblé.
Eu amo comprar roupa “de santo”, pois se eu posso comprar uma calça de R$ 300,00 para sair para me divertir, porque não posso comprar uma roupa de R$ 250,00 para me apresentar perante meu Orixá. Se para casar as mulheres chegam a gastar R$ 5.000,00 em um vestido de noiva que vai usar apenas por 6h00 no máximo, porque não comp…

Lidar com Gente – Uma tarefa muito difícil

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Entre todas as habilidades que um zelador deve ter, a mais complicada de desenvolver é a questão do relacionamento interpessoal, pois diariamente convivemos com todo tipo de pessoas, cada um com sua vivência, como seus problemas, com suas angustias. E como fazer isso?

Com a experiência, aprendemos que para alguns seremos um “ponto final” e para outros uma “virgula”, sou seja, tem gente que veio para ficar e outros que apenas tiveram que tomar uma direção, assim como de alguns você receberá carinho e amor, já de outros a ingratidão, e aí vocês me perguntam, mas e o Orixá, ele não avisa? Sim. Mas como lideres religiosos temos que acreditar na mudança das pessoas, nem todo pau que nasce torto, morre torto, afinal que sentido teria sua existência se não pudesse melhorar.


Vivemos em um mundo de “troca” e assim é na religião, onde não há graça sem sacrifício, não há confiança sem respeito e se o seu tempo é precioso o do outro também é. Quando eu comecei nessa vida de “pai de santo”, tudo me …

Compromisso com o Axé

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A partir do momento que fazemos parte de uma religião obviamente teremos que ter responsabilidade e a cada passo que damos rumo ao desenvolvimento espiritual, ela aumenta, pois passamos de discípulos para mestres. No candomblé não é diferente, onde temos o nosso igbá, o assentamento, como um elo entre o físico e espiritual. Muitos axés praticam o “igbá comunitário”, mas isso não quer dizer que você não tenha responsabilidade em dar ossé, ou seja, lavar sua quartinha e trocar a água. Lembrando que ossé, vem do yorubá e quer dizer semana, mas é usado para designar o compromisso de manter seu axé cuidado.

Na minha opinião, o Orixá não precisa de água, comida ou vela, pois ele é feito de luz e não tem necessidades como essas. Quem precisa somos nós! Humanos. Quando preparamos uma comida para nosso santo e rezamos, na verdade estamos expressando nossa fé, agradecendo por suas graças e pedindo proteção. Na minha casa, cada um tem seu igbá e muitas vezes me deixa triste vê-los empoeirados e a…

Relação entre Zelador e Filho de Santo

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No candomblé, é muito comum ouvirmos sobre crises de relacionamento entre filhos de santo e seus pais de santo e os motivos são diversos, mas o mais recorrente é a questão de misturar vida pessoal com vida religiosa. Tenho um network que me possibilita ter integração com católicos, evangélicos, judeus e muçulmanos e é muito raro ver um deles falar que está “de Exú” com seus lideres religiosos e vejo que isso é tão “normal” em nossa crença, porque nem os seguidores, nem os zeladores sabem seus papéis.

A função do nosso zelador é nos orientar espiritualmente e nos ajudar a encontrar o melhor caminho, obviamente é uma pessoa muito importante na nossa vida e de muita confiança. Ao nosso zelador revelamos nossos segredos, nossas angustias, com ele não precisamos usar máscaras, contudo devemos respeitar o fato dele ser humano e como todo mundo, tem que comer, dormir, se divertir. No começo da minha história religiosa eu tentava ser o melhor amigo dos meus filhos, me abria, chorava no colo, s…

Reflexão do Dia

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O dia de hoje  me trouxe a seguinte reflexão:
Dentro das religiões afro-brasileiras  existem as chamadas “nações”, e cada uma tem sua forma de cultuar o Orixá, Vodun ou Inkisse. Podemos viver em paz e não precisamos menosprezar a cultura do outro para engrandecer a nossa.
Quando achamos que somos a “verdade absoluta”, acabamos presos dentro de um ciclo vicioso, chamado IGNORÂNCIA, que se torna nocivo não apenas para nós, mas também para as pessoas que nos seguem.

Amor, Fé, Dedicação e Evolução!

Culto ao Orixá

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Nossa religião irá começar a mudar a partir do momento em que tomar obrigação de “ano”, passe a ser mérito e não uma consequência da idade de santo. Os omo-orixás precisam se preocupar em aprender, em ganhar experiência e principalmente se apaixonar pela religião.

Durante muito tempo o foco foi manter as tradições e preservar os ensinamentos dos nossos ancestrais, agora é o momento em que precisamos pensar na evolução, em preparar zeladores capazes, com responsabilidade e visão. E isso só é possível quando acabar essas “guerrinhas de ego” e tomarmos a consciência que lidamos com o que há de mais precioso na vida de uma pessoa, sua FÉ!
Não é julgamento, mas vejo todos os dias, “pais de santo” incitando a violência, promovendo palcos de fofoca e verdadeiros show de bizarrices e que se esquecem que representam uma religião tão séria como o candomblé. Peço desculpas, mas eu não acredito nesse Orixá que mata e oprime. Eu creio em uma energia boa, que me ama e que corrige meus caminhos, mas q…

As minhas queridas "Ekedis"

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Ao ver minha filha, Ekedi Maíra ir embora, me veio o seguinte pensamento:

As “ekedis” são as senhoras que cuidam de nós quando fechamos os olhos e nos entregamos a uma força maior chamada Orixá. Foram elas quem trocaram as minhas fraldas e cuidaram de mim enquanto minha família estava em oròs e perfurés.


E um dia eu perguntei a uma dessas grandes mães, se ela não se sentia triste de ver todo mundo virado e ela não, e com toda sua sabedoria me respondeu:
“Posso não entrar em transe, mas recebo o Orixá no coração. Passo noites e noites costurando e bordando de vidrinho e lantejoula suas roupas, antes de começar a saída de santo, eu confiro tudinho, pois sei que no momento que o Orixá me suspendeu, ele confiou em mim e viu o quem mais ninguém viu, a CAPACIDADE, e "vixe Maria" de decepcionar, pois palavra de santo não volta atrás ” – Ekedi Jucelina de Xangô (in memorian).
Um excelente fim de noite!

Humildade

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Bom dia leitores!
Função em pró de Oyá é sempre uma delicia, pois é quente como o fogo e leve como o vento.
E para iniciar nosso dia nada como uma reflexão:
“A HUMILDADE tem o poder de unir, agregar e abrir portas, temos que aplicá-la até mesmo para reconhecer o próprio valor e acreditar em nossa capacidade de ir adiante, de ser um VENCEDOR. Ser humilde não tem nada haver com situação financeira, se trata de uma questão de postura e está totalmente atrelada com o CARÁTER”.
Fica a dica.

Perfil do Babálorixá Diego de Odé

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Histórico Espiritual

Sua mãe a Iyálorixá Rose de Oxum estava grávida de cinco meses, quando se iniciou no Candomblé, sendo Babá Diego de Odé, conforme os preceitos da religião, um abiasé (criança que nasce iniciada, com axé). Aos seus 11 anos após sofrer uma queda no Pico do Jaraguá, que quase o levou a morte, teve que dar continuidade a suas obrigações. No ano de 2006 iniciou seu primeiro iyáwò e se tornou babálorisá do Ilè Asé Egbé L'ajò. 

Frases mais famosas
“A hierarquia tem que existir para ajudar e não para humilhar”
“Crescer como pessoa, deve vim antes de qualquer coisa, pois se eu tirar meu torço e meu filho de conta, eu sei que ainda sou alguém”
“A tradição tem a experiência e a juventude tem a força para carrega-la, para mim essa é a união perfeita”

Casa de Axé - Ilè Asé Egbé L'ajò

Fundado em 1964 pela Iyálorixá Minervina de Ogún (Pernambuco -1927. São Paulo – 2000) da nação Egbá-Nagô(Penambuco -1927. São Paulo – 2000), após sua morte, a casa de asé começa a seguir os p…