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Mostrando postagens de Março, 2013

Papo Sério - O que esperamos do Orixá?

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Noite passada eu dormi pensando na religião e na vida de seus adeptos, o que na verdade esperamos do nosso Orixá? Eu lido com essa difícil questão diariamente, cada um que entra para a casa de axé tem um desejo ou vários. Relembrei tantas situações onde eu só continuei na religião por realmente amar o Orixá. Mergulhei nas lembranças e me perguntei, quantos dos meus filhos ou amigos do axé, suportariam passar pela fome, tristeza, morte, traição e a fé continuar firme? Aliás, quantos de nós estamos preparados para colocar a cara a tapa e enfrentar um problema sem colocar a culpa no Orixá ou no Ajé?
Muitas vezes durante os oròs e função eu fico observando cada um dos meus filhos, vejo no olhar de cada um a expressão de sua fé e em alguns não consigo enxergar nada além de necessidade, esses não conseguem nem me enganar, imagina o Orixá. Pior de tudo é que geralmente os que menos se dedicação são aqueles que mais esperam. Religião é a forma que buscamos a Deus, nos religarmos. Estamos em um…

Mesa de Egbomi: Respeito se constrói

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No candomblé, assim com em toda religião, existe hierarquia e essa organização é incumbida de manter a ordem, afinal estamos todos ali para servi. Mas não é novidade que o uso abusivo desses chamados "cargos" é cada vez mais recorrente e isso é vergonhoso.
Eu acredito que respeito se constrói não só com palavras, mas também com atitudes. Se o Orixá ou o zelador te deu um determinado cargo, corra atrás de aprender, de exercer, pois o divino reconheceu seu valor e acreditou em você, mesmo muitas vezes você ainda não está preparado(a) para aquela determinada função. Não use de forma desrespeitosa um poder que foi lhe entregue para ajudar e defender o axé. O que pouca gente sabe, é que cargo depois de "rezado e cantado" é vitalício. O homem não pode apagar a palavra do Orixá, a não ser que este traia a confiança do axé ou tenha um ato que prejudique, e não tenha reparo, o Egbé. Essa é uma questão muito delicada, e que se ouvia pouco falar entre os terreiros tradicionais.…