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Mostrando postagens de Setembro, 2013

Dicas de Comportamento no Candomblé

- Ligue ou vá no dia do seu Orixá a casa de santo, se não puder, acorde coloque sua cabeça no chão e agradeça por ter vida e por carregar o axé do seu Orixá.


- Toda vez que puder participe, exerça sua espiritualidade, escute os mais velhos e suas histórias, um dia elas servirão.


- O dia do Orô é o momento de se dedicar, leve sua roupa, seus fios e coloque a mão na massa e lembre-se que existe o pós-orô, ou seja, nada de deixar a casa bagunçada.
- Tente sempre chegar cedo no dia do candomblé, revise sua roupa, veja se ela tá bem passada e se não souber se arrumar busque a ajuda de um egbomi, lembre-se que a festa publica leva o nome da sua família de axé.
- A dança e a música é algo marcante da nossa religião, não é preciso ser um dançarino, basta acompanhar o ritmo e não precisa ser um ótimo cantor, basta responder e saber o que está sendo cantado e para quem está sendo cantado. Um pouco de dedicação vai ser necessário.
- Se atente ao que está acontecendo e não perca o foco, que é reverenc…

Colaboração e Participação

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Como em toda religião, no Candomblé é importantíssimo a colaboração financeira dos filhos, pois quem trabalha tem condições de ajudar, e quem não trabalha tem condições de participar mais das funções. Entendam que Colaboração e Participação, pelo menos no Candomblé, são coisas distintas.

Colaborar é se preocupar com a casa, se está faltando um papel higiênico, se as contas foram pagas ou se os irmãos que se dedicam integralmente, estão tendo suas necessidades supridas. Participar é colocar a mão na massa, seja a participação no quarto de santo, na cozinha ou na organização. A receita para uma boa vida ativa no barracão é saber equilibrar as duas coisas, pois colaborando, você cuida da casa e participando, cresce e aprende mais.
É anti-ético, ficar aqui divulgando quanto cada um dá ou colabora, acho uma coisa super desagradável o zelador ficar expondo o que cada um dá, isso afasta as pessoas da religião. Vamos nos unir, sem querer ser um melhor do que o outro. Acredito que nenhum Zelador…

Um Novo Dia

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Zelar pelo Orixá é maravilhoso, ir para mata, enfrentar água gelada, cortar os pés nas pedras, passar a noite limpando bicho e tudo isso rindo e feliz. Quando paramos nossas vidas para cuidar de alguém, é a nossa fé no Orixá e também no ser humano que prevalece e sempre esperamos o melhor, contudo não é isso que acontece muitas vezes. E aí, o que fazer? Desistir ou Continuar? 

Eu escolho CONTINUAR, pois se me propus a fazer algo, tenho que fazer da melhor maneira possível. Odé realmente me ama e hoje tive essa prova, não posso dizer que Olorun não cuida e não me ouve. Passei a noite pensando, todo ano é assim, a função de Xangô vem para renovar, para derrubar mascaras e “acertar” os ponteiros. 
Vamos lá povo do axé, gente que chora, ri, canta e se cala perante ao Orixá, somos uma família e juntos somos mais fortes. Agora quem não quer fazer parte dessa corrente, meus pêsames, pois como diz a música:
“Só quem já morreu na fogueira / Sabe o que é ser carvão”.
A vida é uma viagem de alto…

Conciliando a Vida Pessoal com a Religiosa

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Para muita gente, conseguir conciliar a vida pessoal com a religiosa, parece uma tarefa quase impossível, são tantos os empecilhos que realmente quem os ouve, parece uma espécie de “doze trabalhos de Hercules”, mas não é. Acredito que existem pessoas que realmente nasceram voltados para a vida na religião, seja ela qual for, são seres iluminados que abdicam de ter uma família, uma vida social, para se dedicar a fé, mas esse não é o caso da maioria de nós.

Minha visão sobre isso pode parecer muito radical, mas mesmo assim eu vou expor. Ser feliz é manter o equilíbrio entre as diversas áreas de nossa vida, amor, fé, trabalho, família, saúde e etc. Cada parte desse bolo é importante, e a fé é a base que sustenta todas as demais, por isso damos uma atenção especial a esse campo, mas isso não quer dizer, deixar de dar atenção ao seu parceiro, a sua família carnal ou deixar os cuidados com a saúde de lado, não é isso que o Orixá quer de você.
Se você tem tempo para se dedicar, faça sim! Vá pa…

Algumas coisas que valem ser reafirmadas:

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- O Candomblé é uma religião e como todas religiões, você vai precisar ter fé, ou seja, não adianta apenas achar que vai “pagar” e que tudo vai se resolver.

- Hoje, ninguém se inicia sem saber o que vai ou não acontecer, o yawò entra com data e hora de entrar e sair de obrigação, por isso não irrite seu zelador com perguntas do tipo: ‘Eu posso sair do ronkó para ligar para minha mãe?’, ‘Eu posso ver meu face?’. Acho que as respostas são muito obvias.
- Filho de santo, chegou na casa tem que colocar sua roupa de ração e seus fios, não interessa se você decidiu vim apenas de visita. Quando somos iniciados, já sabemos nossos direitos e também nossos defeitos. Não vou mais chamar atenção ou adular ninguém para cumprir o seu papel, pois não fui eu quem inventou o candomblé, se alguém se sentir incomodado ou envergonhado de assumir sua identidade religiosa, é muito fácil, bastar não vim ao axé.
- O Orixá não é nosso escravo e não está a disposição para resolver tudo que você quer, do jeito …

Tempo e Conhecimento

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Não tenho a intenção de difamar ou denegrir a minha religião, nem muito menos falar mal da casa dos outros, mas me entristece muito ver gente “velha de santo” com tão pouco conhecimento. O que está acontecendo? Eu acredito que buscamos uma religião para crescer espiritualmente, e tem como fazer isso sem conhecimento? 

Certa vez ouvi a seguinte frase:


- Estou aqui apenas para servi o Orixá, não me interessa aprender nada!
Okay! Também creio que somos servos dos Orixá, mas porque não servi com qualidade, com propriedade? Que “evolução” tem em ser um “repetidor”?
O candomblé é riquíssimo em cultura, história e liturgia, o que muita gente não entende é que a oralidade é muito importante, mas que já temos outras formas de guardar e transmitir a sabedoria do Orixá, eu opto em registar através da escrita e treinamentos, pois se amanhã um yawò ou egbomi meu falar que não aprendeu nada em casa, eu terei minha consciência tranquila, que fiz meu papel de líder religioso, deixando claro que não vo…

Quem é meu zelador?

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Certa vez me perguntaram:
- Como uma pessoa pode saber/escolher o zelador que vai cuidar do seu Orixá?
Resposta:
- Para cada um a fé se abre e se mostra de um jeito, eu não acredito em uma religião “universal”, ou seja, que abrange a todos. Creio sim, no resgate da ancestralidade e principalmente no poder do coração. Se o seu caminho é o candomblé, sabemos que é uma religião que necessita de direcionamento, por isso necessitamos de um zelador (a), que não precisa ser a pessoa mais perfeita do mundo, a mais bonita e nem que tem a casa melhor, o que é válido de verdade é o axé e o amor que ela tem para transmitir ao seu Orixá, além obviamente da “química” entre filho e pai.


Diariamente, atendo muitas pessoas que estão saindo ou já saíram de suas casas de axé por decepção ou problemas após serem iniciados e em 90% dos casos, o agravante não é a falta de “fundamentos” ou de “atos”, e sim a falta de respeito, amor e dialogo entre as partes, coisas que poderiam ser evitadas se o Orixá e a Famíl…