terça-feira, 10 de setembro de 2013

Algumas coisas que valem ser reafirmadas:

- O Candomblé é uma religião e como todas religiões, você vai precisar ter fé, ou seja, não adianta apenas achar que vai “pagar” e que tudo vai se resolver.


- Hoje, ninguém se inicia sem saber o que vai ou não acontecer, o yawò entra com data e hora de entrar e sair de obrigação, por isso não irrite seu zelador com perguntas do tipo: ‘Eu posso sair do ronkó para ligar para minha mãe?’, ‘Eu posso ver meu face?’. Acho que as respostas são muito obvias.

- Filho de santo, chegou na casa tem que colocar sua roupa de ração e seus fios, não interessa se você decidiu vim apenas de visita. Quando somos iniciados, já sabemos nossos direitos e também nossos defeitos. Não vou mais chamar atenção ou adular ninguém para cumprir o seu papel, pois não fui eu quem inventou o candomblé, se alguém se sentir incomodado ou envergonhado de assumir sua identidade religiosa, é muito fácil, bastar não vim ao axé.

- O Orixá não é nosso escravo e não está a disposição para resolver tudo que você quer, do jeito que você quer e na hora que você quer. Ser um religioso é confiar no amor do seu Deus e também saber que existe um momento para todas as coisas. Você confia ou não confia no que carrega?

- O segredo para permanecer na religião dos Orixás é saber ouvir e falar na hora certa e para todas as coisas, use o bom senso. Nada de viajar na “maionese” ou de fanatismo, para amar o Orixá não é necessário ficar 100% do seu dia falando de candomblé ou de "quizilas".

- Ter rumbè e muito mais que ficar abaixado quando um mais velho fala, ou tirar o torço quando vai “colocar cabeça”. É acima de tudo ter nobreza nos seus atos, gentileza ao tratar seu mais velho e seu mais novo, cumprir com suas responsabilidade e honrar cada acaçá que é passado em você. Nos dias de hoje isso já está de bom tamanho.

Boa tarde e sejamos felizes sempre!


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Entrevista para TV Alto Astral