quarta-feira, 9 de setembro de 2015

ORY - Se libertar para ser feliz - Ultrapassando Fases Difíceis

Nós do Candomblé cultuamos também o Orixá Ory, o Eu, que é responsável por proteger a nossa cabeça, a nossa consciência, porém durante sua vida, o Ory vai se adaptar às suas dores, alegrias, amores e desamores, e com base nas experiências passadas, analisa o futuro e permite você percorrer de forma mais rápida ou mais lenta.
Existem coisas que marcam a nossa vida, que nos prendem o nosso psicológico e isso impede muitas vezes de absorvemos axé, de olhamos com um olhar mais positivo a vida. Quem já não passou por um momento difícil na vida, quem já não chorou e pensou em desistir de tudo? Eu já, aliás, algumas tantas vezes, mas olho tudo que eu cativei, todas as vitórias e no outro dia, coloco minha roupa branca, meu fio de conta e começo tudo de novo, com a esperança que tudo seja melhor, só não deixo de tentar corrigir meus erros, pois quando estamos cegos pela vaidade do "eu estou sempre certo", não conseguimos ir muito longe.
Cada Ory tem sua receita e pode ser tratado também com bory, ritual onde damos “de comer” a cabeça, mas o melhor bory, é alimentar o seu EU, de fé, de confiança no Orixá, pois se seu Ory confiar no poder dos Orixás, ele vai permitir que o axé entre em seu SER e transforme tudo, agora se o seu Ory se deixa levar pelas lembranças ruins, força nenhuma conseguirão atuar na sua vida, por melhor que seja seu babálorixá, padre ou pastor.
A minha dica é, tome uma dose de FÉ todos os dias, quanto estiver indo para o trabalho, voltando da faculdade ou terminando um dia, converse com seu Orixá, seja na cama, no banho, ou depois de ler um livro, comemore com um sorriso cada vitória, tente olhar do lado, veja quanta coisa ruim acontece todos os dias na sua cidade, no seu país e você, graças a Olorun, está em casa, na segurança do seu lar, com as pessoas que te amam e caso esteja vivendo um momento ruim, também agradeça pela oportunidade de ver a vida por outro angulo e deixe nas mãos dos Orixás os seus medos e saiba que uma verdade é, coisas ruins acontecem com pessoas boas e o que podemos fazer é aprender, superar e seguir em frente.
Não é fácil viver em um mundo cada vez mais competitivo, onde você é valorizado pelo que tem e não pelo que é, mas podemos mudar isso com atitudes simples e não se esqueça de que, se você não for fiel aos seus objetivos e a quem está do seu lado, não poderá cobrar nada amanhã.
Muito axé e que Xangô tenha misericórdia de nós. 
Babá Diego de Odé