terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Reflexão sobre o Candomblé


Quando abrimos ou herdamos uma casa de Candomblé, contamos tanto com o Orixá quanto com os seus filhos, ali, naquele pedacinho de terra, estruturamos o que se tornará ou continuará sendo um axé, mas será que são paredes que fazem um barracão ter axé? Será que seu azulejo ou seus móveis que fazem ter mais ou menos axé?


Pois é, muitos leigos acreditam que sim, mas bastar se dedicar um pouco mais a religião, que nossa visão muda completamente. Tudo que o Orixá toca se torna sagrado e os atos mais simples, são os que mais axé guardam, pois é fácil acreditar no que encanta os olhos, no brilho das lantejoulas e na beleza das plumas, mas será que teremos essa mesma fé em uma pedra ou pedaço de ferro? É nesse momento que uma conversa que tive com alguém muito sábio me vem na mente:

- Meu filho, quem nasceu para ser do Orixá, terá que vencer os obstáculos de crer e aplicar a fé no vento, na água, na terra e no fogo, senti o axé e se tornar um só com natureza. Com o tempo você verá que tudo que o homem criou foi para alcançar algo que está aqui entre nós e não quer nada além de respeito e amor. Essa força de Olorun que se chama Orixá, quer nos guiar e nos integrar com o mundo em que nascemos e que construímos o tempo todo formas de se excluir dele, começou com paredes, cercas, nem comida de verdade agente quer comer, aquela que vem da terra fresquinha, hoje, tudo precisa ter passado pela tal da tecnologia para prestar. Entenda isso e será um bom zelador de Orixá.

Vamos priorizar o que merece ser priorizado!

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Entrevista para TV Alto Astral