segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Apoio no Candomblé

A base de todas as religiões, que eu conheço, é a união entre seus fiéis, falar uma mesma língua e seguir os mesmos dogmas e assim é no Candomblé, por mais que cada casa de axé tenha sua visão, a palavra do Orixá e o que cada um representa, é uma verdade coletiva, eu não posso dizer por exemplo, que Osún veste preto e é dona dos desertos, pois a cultuamos de forma ancestral, ou seja, o que o Orixá é, já está determinado em sua origem africana e mesmo sabendo que seu culto precisou se adaptar aqui no Brasil, eu não tenho o direito de “inventar” nada, a não ser que eu crie uma “seita” com os meus "achismos", mas enquanto estiver levando o nome da religião Candomblé, tenho que me manter fiel a ela.

Atendo muitos filhos de Orixá que sentam em minha mesa de jogo de búzios e dizem ter se afastado da religião, por não encontrar apoio, seja quanto a vida pessoal, seja quanto a vida espiritual, onde sabemos que uma influência a outra. Mas quantos realmente estão dispostos a vestir a camisa do Candomblé e dos ensinamentos do axé? Quem de verdade busca seguir o que o Orixá determina no jogo de búzios, o que eles nos ensinam em suas itan(lendas) e tentar pelo menos uma vez ou outra pensar em NÓS, antes do EU, do MEU? 

Vale pensar e repensar, o que estamos fazendo com a nossa fé, pois estamos se preocupando e dando força para situações pequenas, egoístas e tão sem sentido, ao invés de usarmos o tempo para ações positivas, e quando digo ações, é porque essa história de pensamento positivo é boa, mas sem ações, sem demonstrações de afeto, companheirismo, amizade e respeito, são apenas pensamentos “bonitinhos” para diminuir a nossa culpa de se isentar sempre do que achamos que não nos pertence, pois esse tal de “cada um com seus problemas”, "Orixá tá na minha cabeça", e "só ouço o que eu quero", é o que nos afastam e destroem o que hoje, chamamos de Candomblé, digo hoje, porque daqui a pouco, até isso está mudando.

Que Esú nos proteja!

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