sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Minha História


Minha mãe foi iniciada em Oxum no quinto mês de minha gestação, pela iyálorixa Minervina de Ogum da nação Egba (Descendentes da cidade de Abeokuta, a capital do estado de Ogun e no Brasil uma nação de candomblé) e quem também fundou em 1964 o Egbé L'ajô. Aos meus 13 anos com a morte de nossa iyálorixá, dei continuidade as minhas obrigações com o Babalorixá Toninho de Oxum (Itapevi-SP).


Em 2007, Odé meu orixá, decidiu dá um novo rumo a minha história religiosa, onde migrei para o Ketu e no Ile Oba Oru tomei axé e meu Oye em 2009.

Em 2010, decidi criar o blog Terra dos Orixás, que em meses virou um sucesso, com mais de 60 mil acessos por mês, nele escrevo sobre o cotidiano do candomblé.

Hoje, eu e minha mãe carnal, estamos à frente do Ilê Asé Egbé L’ajô (Itapevi-SP),seguindo os preceitos da nação Ketu, buscamos a valorização do candomblé e de sua cultura, com responsabilidade socioambiental. Temos projetos como: Projeto Igbo, que trata da conscientização ambiental, Projeto Ade, que capacita artesãos e Projeto Oluwô, onde são formados grupos de estudo e debate sobre a cultura afro-religiosa.

O candomblé para mim não é só uma religião, é a minha família, por isso luto por ele, acredito que com seriedade, dedicação e principalmente amor, podemos mudar essa imagem tão deturpada do nosso culto. Sei que não é fácil vencer o preconceito e assumir publicamente que se é de uma religião afro-descendente, mas isso só vai mudar quando entendermos que, se ao invés de ficar se atacando e apontando o que é certo ou errado na casa do outro, nos uníssemos e levantássemos uma única bandeira, com certeza seriamos muito mais fortes.

Sinto muito e é até feio dizer, mas o mal de nossa religião ainda é a inveja, você não pode se destacar que já vem alguém inventar histórias para te prejudicar, pois cada ponto que eu escrevi a cima, tem provas e testemunhas, não são coisas inventadas, afinal presente e o futuro podemos mudar, mas o passado não.



Fotos

1986

Obrigação de 1 Ano - 2002

Obrigação de 3 anos - 2005

Obrigação de 7 Anos - 2009

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Oxum o pássaro de Olorun


Mensagem do Dia

Aprendi que...

Todos nós passamos por problemas e quem não tem, sempre arruma, mas isso não pode ser motivo para nos afastar da sua fé. Uma casa de Casa de Candomblé é preparada para receber sorrisos e lágrimas, pois mesmo que não tenha a solução para tudo, o Orixá sempre ameniza as situações ruins ou traça caminhos novos.


Mas isso só é possível quando abrimos nosso coração para aceita-lo, não de boca, mas de alma. Lembre-se, boa vontade, assim como todas as coisas dessa vida, se não tiver a atenção necessária, ela acaba e as pessoas por mais que gostem de nós, acabam se afastando, pois ajudar é uma coisa, agora se afundar junto é outra.

Reflexão sobre o Candomblé


Quando abrimos ou herdamos uma casa de Candomblé, contamos tanto com o Orixá quanto com os seus filhos, ali, naquele pedacinho de terra, estruturamos o que se tornará ou continuará sendo um axé, mas será que são paredes que fazem um barracão ter axé? Será que seu azulejo ou seus móveis que fazem ter mais ou menos axé?


Pois é, muitos leigos acreditam que sim, mas bastar se dedicar um pouco mais a religião, que nossa visão muda completamente. Tudo que o Orixá toca se torna sagrado e os atos mais simples, são os que mais axé guardam, pois é fácil acreditar no que encanta os olhos, no brilho das lantejoulas e na beleza das plumas, mas será que teremos essa mesma fé em uma pedra ou pedaço de ferro? É nesse momento que uma conversa que tive com alguém muito sábio me vem na mente:

- Meu filho, quem nasceu para ser do Orixá, terá que vencer os obstáculos de crer e aplicar a fé no vento, na água, na terra e no fogo, senti o axé e se tornar um só com natureza. Com o tempo você verá que tudo que o homem criou foi para alcançar algo que está aqui entre nós e não quer nada além de respeito e amor. Essa força de Olorun que se chama Orixá, quer nos guiar e nos integrar com o mundo em que nascemos e que construímos o tempo todo formas de se excluir dele, começou com paredes, cercas, nem comida de verdade agente quer comer, aquela que vem da terra fresquinha, hoje, tudo precisa ter passado pela tal da tecnologia para prestar. Entenda isso e será um bom zelador de Orixá.

Vamos priorizar o que merece ser priorizado!

Problemas Espirituais


Estamos em um mundo fisíco que é influenciado pelo espiritual, ou seja, o que fazemos aqui, no Ayè (terra) acaba influenciando o Orún (céu) e vice-versa. Lidar com essas energias não é tarefa fácil, pois os campos da nossa vida, amoroso, profissional, família e espiritual, estão interligados e um problema que surja em um dele, pode atrapalhar todos os outros e colocar em risco todo que você já conquistou até o momento.


Buscar uma consultoria espiritual nos ajuda na hora de tomar uma direção, pois vai nos colocar a par das energias que nos possibilita bons caminhos, assim como nos mostra as possíveis dificuldades que vamos ter que enfrentar no caminho. Com base nessas informações, conseguimos ter uma visão ampla da situação e assim escolher a estrada que vai nos trazer melhores benefícios.

Nossa casa de axé, o Egbé L’ajò, recebe diariamente pessoas de vários estados e países e com uma consultoria séria, levamos a palavra do Orixá, ajudando você a conquistar seu espaço e a trilhar um caminho de felicidade.

Ligue e marque sua consulta.

Telefone:
11 4141-0167 /9 6617-8726

Ou então envie sua história para o e-mail abaixo e receba o conselho que pode mudar sua vida:
terradosorixas@hotmail.com

Crescer ouvindo que o Candomblé não era para mim foi o meu primeiro terreno de provações. Familiares e amigos pintavam o preconceito na pare...