segunda-feira, 30 de março de 2015

Comprar Materiais de Axé

Desde muito pequeno que eu acompanho compras de iyàwós e pessoas que vão tomar “obrigações”, minha bisavó era muito tradicional, então sempre comprava nos mesmos lugares, o que lhe dava prestigio com os vendedores que nunca a deixava nas mãos, seja a hora que for, mas atualmente vejo que os valores estão cada vez mais exorbitantes, assim como o gosto dos omo-Orixás. A velha louça foi substituída pela porcelana de boa marca, os ferros rústicos pelos tão belos “niquelados” e o rechilieu tradicional ganhou todo tipo de forma e desenho. Vejo que nada mais natural, isso faz parte da evolução, porém devemos ser criteriosos para não deixar o “bom gosto” se tornar um show de bizarrices e pura exposição do ego, não é isso que o Orixá quer.
Quem sai para comprar as coisas de axé, sabe o quanto é difícil encontrar tudo em um único lugar e para quem vai de transporte publico, como eu fui muitas vezes, é ainda mais difícil, por isso pesquise bem, preços, comodidade e principalmente atendimento, pois a pior coisa é você ter dinheiro e disposição para comprar e ser mau atendimento e ainda mais difícil é quando o vendedor ao invés de ajudar, problematiza ainda mais com perguntas que um abiyan certamente não consegue responder. Portanto, toda vez que for comprar algo para seu Orixá, leve um mais velho com você, outra coisa que eu faço é deixar meu telefone e e-mail no rodapé da lista para quaisquer dúvidas.
Seja uma compra rotineira ou de “obrigação”, faça com gosto, com amor e tenho certeza que será tudo abençoado, entenda que para darmos um passo importante como se iniciar no Candomblé ou as demais etapas, há de ter sacrifício e oferecer de coração. E uma dica às Casas de Artigos Religiosos, trate o povo do santo com atenção e carinho, não ridicularize o zelador da pessoa, seja a lista mais simples ou a mais fundamentada, todos merecem respeito, afinal são clientes e nada mais justo que sejam valorizados e fidelizados.
Muito axé e espero que tenham uma semana de caminhos abertos e que Esú não lhes falte!

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