segunda-feira, 29 de abril de 2013

Se libertando para ser feliz!


Há nove anos segui para um outro axé, deixando para trás tudo o que eu cresci acreditando. Rompi a bolha na qual eu fui criado e decidi trilhar um novo caminho. Foi um dos períodos mais difíceis da minha vida. Passei por todas as fases, da confusão a reflexão. Hoje, olhando para o passado, eu digo que faria tudo de novo, pois isso me construiu como pessoa, mas se eu não tivesse sido forte e sido amparado, com certeza eu teria desistido da minha fé no Orixá.

A “luz” do conhecimento, pode te cegar, pode te deslumbrar e eu que tinha saído de uma casa, de um axé pequeno e muito fechado, quase cai no erro de me achar parte da “verdade absoluta”. Bajulei os mais velhos, aceitei e baixei a cabeça para muita coisa que ia contra minha educação e valores, até que um dia, desabafando com uma pessoa muito sábia, ela me disse que é e sempre seria assim, pois aqueles que ditavam regras já estavam apoiados e bem “assentados” em suas posições e o que eu poderia fazer é não ter a mesma postura que eles.

Passei meses e meses, fechado em minha vida, sem saber o que eu iria fazer, até que em 2011, decidi que iria me libertar. Muita gente me disse que eu era louco de ir contra aos “ditadores do candomblé”, que eles iram me destruir, pois a linha de pensamento que eu estava decidido defender, iria contra a hierarquia tirana que os mantém no poder. Passou-se dois anos e as “ideias furadas do rapaz que nunca vai ser nada”, como eles diziam, são compartilhada por centenas de pessoas, meu blog tem mais de 100.000 acessos por mês, visito casas que tem as minhas frases gravadas em suas paredes. Recebo diariamente cerca de 5 a 10 e-mails de pessoas que confiam a sua história a mim e me pedem ajuda.

Hoje eu vejo que eu paguei carro pelo preço da liberdade, mas valeu a pena, cada lágrima, cada desaforo que me falaram durante esse período, pois hoje eu me sinto pleno e realizado. Não precisamos de mentiras, nem de menosprezar ninguém para nos tornarmos melhores. Basta seguir seu coração e não perder os seus valores. Respeito quem aceita viver no “Manda quem pode, obedece quem tem juízo”, mas partilhar disso eu não vou mais.

Obrigado Odé, obrigado família que sempre me apoiou e esteve do meu lado. 

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